Hipocrisia, mp3 e e-mule
Não posso deixar de voltar a este tema. Arrelia-me esta discussão sobre música e direitos de autor.
Antes de mais, gostaria de esclarecer que não sou um apaixonado por música nem -tirando alguns casos onde de facto se me arrepia o corpo da ponta das unhas dos pés ao cocuruto da cabeça– me entusiasmo com ela ao ponto de avaliar outrem pêlos seus gostos musicais como muitas vezes vejo por aí. Para mim não passa de entretenimento. Ressalvo mais uma vez que também tenho as minhas excepções...
Voltando ao tema, alguém me consegue explicar a diferença entre tirar músicas da net e gravar as músicas da rádio em cassetes como certamente muitos de nós fazíamos à uns anos atrás?? Para mim é exactamente a mesma coisa. Alguém na altura se insurgiu contra isso?? E os autores? Não quererão eles divulgar ao máximo o seu trabalho?
Para mim esta discussão é tão pueril como inútil. A industria fonográfica tem de perceber que os tempos mudaram, que a industria da música tal como eles a concebiam (conceberam...) acabou e agora têm de encontrar outras formas de venda. Têm de aproveitar as novas tecnologias, os DVD com documentários junto dos álbuns, jogos, faixas escondidas, etc... Têm de fazer isto e muito mais. Vai-lhes dar mais trabalho? Vai. Vão ganhar menos dinheiro? Depende da estratégia, hoje seguramente estão a perder dinheiro.
Sempre ouvi dizer da parte das editoras que os artistas em Portugal não ganhavam dinheiro com as vendas dos discos mas com os espectáculos. Se é assim quem é que se queixa? Os artistas não são de certeza pois a difusão da net permite-lhes encher as salas onde actuam.
Temos de acabar com esta hipocrisia gulosa mascarada de direitos de autor. Temos de aceitar as novas formas de difusão de arte e mais do que aceitar, temos de aproveitar.
Não sou músico e os meus “arranhos” na bateria dificilmente conseguem ser ouvidos por terceiros, mas percebo quando existe uma oportunidade e a net é uma oportunidade, até para as editoras.
O que os artistas querem é airplay, divulgação, massificação dos temas. Isto é que os artistas procuram. Não temam artistas, a net não vos tira o protagonismo nem o trabalho.
E depois, quantos de nós já não compramos um disco depois de ouvirmos umas faixas em mp3...?
Antes de mais, gostaria de esclarecer que não sou um apaixonado por música nem -tirando alguns casos onde de facto se me arrepia o corpo da ponta das unhas dos pés ao cocuruto da cabeça– me entusiasmo com ela ao ponto de avaliar outrem pêlos seus gostos musicais como muitas vezes vejo por aí. Para mim não passa de entretenimento. Ressalvo mais uma vez que também tenho as minhas excepções...
Voltando ao tema, alguém me consegue explicar a diferença entre tirar músicas da net e gravar as músicas da rádio em cassetes como certamente muitos de nós fazíamos à uns anos atrás?? Para mim é exactamente a mesma coisa. Alguém na altura se insurgiu contra isso?? E os autores? Não quererão eles divulgar ao máximo o seu trabalho?
Para mim esta discussão é tão pueril como inútil. A industria fonográfica tem de perceber que os tempos mudaram, que a industria da música tal como eles a concebiam (conceberam...) acabou e agora têm de encontrar outras formas de venda. Têm de aproveitar as novas tecnologias, os DVD com documentários junto dos álbuns, jogos, faixas escondidas, etc... Têm de fazer isto e muito mais. Vai-lhes dar mais trabalho? Vai. Vão ganhar menos dinheiro? Depende da estratégia, hoje seguramente estão a perder dinheiro.
Sempre ouvi dizer da parte das editoras que os artistas em Portugal não ganhavam dinheiro com as vendas dos discos mas com os espectáculos. Se é assim quem é que se queixa? Os artistas não são de certeza pois a difusão da net permite-lhes encher as salas onde actuam.
Temos de acabar com esta hipocrisia gulosa mascarada de direitos de autor. Temos de aceitar as novas formas de difusão de arte e mais do que aceitar, temos de aproveitar.
Não sou músico e os meus “arranhos” na bateria dificilmente conseguem ser ouvidos por terceiros, mas percebo quando existe uma oportunidade e a net é uma oportunidade, até para as editoras.
O que os artistas querem é airplay, divulgação, massificação dos temas. Isto é que os artistas procuram. Não temam artistas, a net não vos tira o protagonismo nem o trabalho.
E depois, quantos de nós já não compramos um disco depois de ouvirmos umas faixas em mp3...?

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