segunda-feira, abril 17, 2006

A casa

Há lugares assim, apelam à lembrança de passados distantes, a brincadeiras de amigos, a sonhos de criança, a mistérios por resolver que desejávamos serem reais como nos escritos de Enid Blyton ou de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.
O mistério, a aventura. Também tive lugares assim. Uma casa, uma janela aberta, uma história, um segredo, um passado.
Hoje a casa já não é misteriosa, já não tem segredos, os campos estão abandonados, a fruta cai no chão. Não há motivos para investigar, a realidade do olhar de hoje suplanta a inocência do olhar de outrora. Fica a recordação.

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