sábado, agosto 26, 2006

As melhores férias

A experiência da paternidade está a revelar-me bem mais fenómenos que aqueles que eu à partida sabia que iam acontecer.
Não esquecendo a individualidade de cada um, que não pode ser desprezada em nenhuma circunstância, quero só deixar aqui uma pequena constatação que vai parecer óbvia mas que não fsabia que ia sentir de forma tão vincada.
E esta constatação esta relacionada com as relações sentimento-comportamentais que se estabelecem quando um novo elemento acresce à Família.
A verdade é que na situação pré-Filho (diria até, pré-concepção) temos apenas a relação Pai/Mãe e que pode ser descrita pela figura A.

Mas a introdução de um novo elemento na Família vai criar um leque de novos relacionamentos que podem ser identificados isoladamente apesar de só fazerem sentido quando entendidos como parte de um todo. Passamos assim da relação Pai/Mãe para uma forma mais complexa constituída pêlos elos: Pai/Mãe, Pai/Mãe/Filho, Pai/Filho e Mãe/Filho. Graficamente não me admito descrever estas novas formas relacionais que não seja conforme o representado pela figura B e onde a ligação Pai/Mãe/Filho assume a centralidade de todo e qualquer outro elo relacional.


Se à partida as relações Pai/Mãe/Filho e Pai/Mãe parecem óbvias, talvez haja uma maior dificuldade em entender a individualização das relações Pai/Filho e Mãe/Filho. Pois bem, e aqui é que está o fascinante da coisa e que eu não tinha percebido muito bem, é que é perfeitamente possível identificar comportamentos distintos quando separamos o Pai ou Mãe do Filho! Ele cria laços diferentes perfeitamente identificáveis e sentidos com cada um dos dois! Adorável.
Se o escrevo é porque o sinto. E sinto das mais diversas formas. É que todos os minutos com eles contam. E agora de férias, o único sítio onde me apetece estar é onde o meu Filho está, nem interessa se é à beira mar ou na sala. O que importa é estarmos todos juntos.

E isto tudo para dizer o quê? Bom, em primeiro lugar, e antes que me comecem a acusar de demagogo, psicólogo barato e por aí fora, foi uma coisa que eu senti e não estava à espera de sentir de forma tão marcada. Todos estes relacionamentos que referi verificam-se e constatam-se de facto e apesar de parecerem agora muito óbvios não os achava assim tão importantes.
Em segundo lugar, e mais importante que qualquer outra coisa, o nascimento de um Filho dá-nos muito mais que aquilo que poderíamos estar à espera! E mais demonstrativo que a passagem da figura A para a figura B onde de uma estrela passamos a quatro, acho que não posso ser!

Free Website Counter
Online Degrees